Escaldado
do consumo excessivo dos últimos anos, o que levou à escala da inadimplência
crescer no País, o brasileiro segurou mais a carteira. Pela primeira vez o
principal destino da segunda parcela do 13° salário foi a poupança. É o que
revela uma pesquisa da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) em parceria com
o Instituto Ipsos. A enquete ouviu mil pessoas em 70 cidades entre 19 de
novembro e 1° de dezembro, e revela que um quarto dos brasileiros (24,5%) usou
os recursos da primeira parcela para quitar as dívidas - em 2012, a parcela foi
de 32,6%. Esse é o menor balanço registrado em cinco anos para o destino do
salário extra.
“O
resultado nos surpreendeu. Desde 2009, quando a pesquisa começou a ser
realizada pela associação, o principal uso da primeira parcela do 13° era
quitar as dívidas, houve forte retração na intenção este ano”, afirma o
economista da ACSP, Emílio Alfieri, ao comentar a pesquisa encomendada pela
entidade. De 2010 a 2012, 32,6% dos entrevistados declararam que quitariam as
dívidas com esse dinheiro, o gasto com presentes também ocupou espaço no pódio.
O
economista diz ainda que há muitas incertezas em relação à economia em 2014, e
isso pode ter afetado a confiança do consumidor e ampliado o “desconfiometro”.
“Se
essa intenção se confirmar, a poupança poderá bater novo recorde de captação.
Em novembro, isso já ocorreu.”
O recuo do 13° para o pagamento de dívidas é mais uma forte evidência, segundo Alfieri, de que a inadimplência está em queda. Em outubro do ano passado, a inadimplência líquida apurada pela associação comercial fechou em 5,1%, em comparação a 5,5% em outubro de 2012. O indicador considera o saldo entre as dívidas não pagas e renegociadas do mês em relação às vendas de três meses anteriores.
O recuo do 13° para o pagamento de dívidas é mais uma forte evidência, segundo Alfieri, de que a inadimplência está em queda. Em outubro do ano passado, a inadimplência líquida apurada pela associação comercial fechou em 5,1%, em comparação a 5,5% em outubro de 2012. O indicador considera o saldo entre as dívidas não pagas e renegociadas do mês em relação às vendas de três meses anteriores.
A
queda do calote é atribuída ao grande número de campanhas de renegociação de
dívidas que circulou no fim de 2013. No passado recente, os feirões para o
consumidor limpar o nome ocorriam a partir do segundo semestre.















