A
designer gráfico Amanda Santiago, de 28 anos, já perdeu as contas de quanto
dinheiro mandou para o outro lado do mundo para pagar suas várias compras. Mas
uma coisa é certa: 90% do seu armário é ocupado por roupas, calçados e
acessórios “made in China”. Assim como Amanda — que criou o blog “Troquei meu
guarda-roupa na China” —, Kelly Barreto, de 29 anos, e Sérgio Pitta, de 20,
adoram fuxicar o comércio online chinês em busca de novidades e preços
baixos. O valor, aliás, é o que mais atrai: um produto comprado nesses sites
custa até 80% menos do que um similar vendido no Brasil.
Se
as compras tivessem sido feitas aqui, provavelmente só um terço do meu
armário estaria ocupado. Comprei uma blusa por US$ 16 dólares (cerca de R$
36) e encontrei uma igual numa loja por R$ 250! A maioria das peças compradas
em sites chineses saem pela metade do valor praticado no Brasil — conta Amanda.
Outra
vantagem é que a maioria dos sites oferece frete gratuito para o Brasil.
Nestes casos, o consumidor deve exercitar a paciência e até se esquecer de
que fez a compra: as entregas podem levar, em média, até 60 dias para
chegar.
Dados
de um levantamento feito pelo site de pagamentos online PayPal mostram que 48%
dos brasileiros que fazem compras em sites do exterior optam por páginas
chinesas, mais do que americanos (39%) e australianos (31%).
Um
dos preferidos de Kelly Barreto é o AliExpress. Na tentativa de não estourar
o orçamento, a técnica em Edificações determinou um limite mensal para suas
compras (US$ 100), mas quase sempre descumpre as regras criadas por ela mesma:
—
Eu entro nos sites todos os dias. Não tem como não olhar. É viciante.
Praticamente todo dia chega alguma encomenda. Meu porteiro fala que daqui a
pouco vão entregar um chinês no prédio!