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10/07/2015

Taxa de desemprego sobe para 8,1% no trimestre encerrado em maio, diz IBGE

por BRUNO VILLAS BÔAS

A taxa média de desemprego no país aumentou para 8,1% no trimestre encerrado em maio, informou o IBGE nesta quinta-feira (9).
A taxa de desemprego era de 7% no mesmo período do ano passado e de 7,4% no intervalo imediatamente anterior (dezembro a fevereiro).
Os dados são da Pnad Contínua mensal, pesquisa de abrangência nacional sobre mercado de trabalho divulgada pelo IBGE. Trata-se da maior taxa de desemprego da série histórica da pesquisa, iniciada em janeiro de 2012.
O desemprego aumentou porque 1,566 milhão de pessoas entraram no mercado de trabalho, mas apenas 297 mil encontraram emprego.O número de pessoas desempregadas no país aumentou assim em 1,269 milhão na comparação ao mesmo período do ano passado.

Com a desaceleração da economia -o PIB encolheu 0,2% no primeiro trimestre deste ano-, o mercado não está sendo capaz de absorver esses trabalhadores.
A população desempregada no trimestre encerrado em maio cresceu 18,4% frente ao mesmo período do ano passado. São 8,157 milhões de desempregados.
Na comparação com o trimestre encerrado em fevereiro, o aumento foi de 10,2%.
O número de pessoas ocupadas, por sua vez, teve um crescimento de 0,3% frente ao mesmo período de 2014, considerado estabilidade pelo IBGE.

São 92,104 milhões de brasileiros empregados.

Houve queda de 0,2% na comparação ao período encerrado em fevereiro, também considerado estabilidade pelo IBGE.
Já as pessoas fora do mercado de trabalho –em idade para trabalhar, mas que não procuram emprego– aumentaram 1,4%, para 63,696 milhões.

RENDA

Uma das razões para o aumento da procura por emprego no país é a queda da renda. Mais e mais pessoas voltam ao mercado de trabalho buscando recompor a renda da família.
O rendimento médio dos trabalhadores do país ficou em R$ 1.863 nos três meses encerrados em maio, com queda de 0,7% em relação ao período terminado em fevereiro.
Na comparação com o período terminado em maio de 2014, houve queda de 0,4%. Em ambos os casos, há estabilidade para o IBGE.
A massa de rendimento real habitualmente recebido em todos os trabalhos para o trimestre encerrado em maio (R$ 166,1 bilhões) não apresentou variação significativa.

GOVERNO

Para tentar conter o aumento do desemprego, o governo encaminhou ao Congresso nesta segunda (6) uma medida provisória que permite a redução da jornada de trabalho em até 30%, com redução do salário.

Chamada de PPE (Programa de Proteção ao Emprego), a proposta prevê que, no caso da redução de 30% do salário, o trabalhador receberá na prática 15% a menos, já que outros 15% serão complementados pelo governo com recursos do FAT.

ATRASO

A Pnad Contínua é a mais abrangente pesquisa de emprego do IBGE. A PME (Pequisa Mensal de Emprego) investiga as seis principais regiões metropolitanas. A Pnad Contínua coleta dados em todo o país.
Por se tratar de uma pesquisa nova, iniciada em 2012, a Pnad Contínua tem sido incrementada ao poucos pelo instituto, com novos temas absorvidos pela pesquisa com o tempo.
O IBGE informou na terça-feira (7) que vai atrasar a divulgação da Pnad Contínua de junho deste ano a janeiro do ano que vem. O tempo de atraso vai variar de 14 dias a 43 dias, dependendo do mês de referência.
Pelas novas datas, a taxa de desemprego de junho, por exemplo, será conhecida em 25 de agosto, e não mais em 6 de agosto. A de julho sairá em 29 de setembro, em vez de 3 de setembro.
O IBGE informou que o atraso ocorre por causa de novos temas que serão incorporados à pesquisa (trabalho infantil, habitação, migração e fecundidade) e troca do tablet que os técnicos usam no campo.

No ano passado, o instituto atrasou a divulgação da Pnad Contínua após uma greve de funcionários por maiores salários que durou dois meses. 

Fonte: Folha Online - 09/07/2015

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