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21/08/2015

Desemprego sobe para 7,5%, acima de previsões e o maior nível desde 2010

por BRUNO VILLAS BÔAS

A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do país subiu acima das expectativas e foi a 7,5% em julho. Trata-se do sétimo avanço consecutivo e o maior patamar registrado desde março de 2010, que era de 7,6%. Para meses de julho, é a maior taxa desde 2009 (8%).

O aumento foi de 2,6 pontos percentuais na comparação com os 4,9% verificados no mesmo mês de 2014, indicando rápida deterioração do mercado de trabalho. Em junho, a taxa estava em 6,9%, segundo os dados divulgados nesta quinta-feira (20) pelo IBGE.

O centro das previsões (mediana) de 28 economistas consultados pela agência internacional Bloomberg era de uma taxa de desemprego de 7% em julho.

O desemprego cresce pela combinação de demissões na maioria dos setores da economia e o retorno ao mercado de trabalho de pessoas que tinham deixado de procurar emprego nos últimos anos.

Além disso, o aumento da taxa nas seis principais regiões metropolitanas do país veio acompanhada do aumento da informalidade e de atividades autônomas, sem a proteção da legislação trabalhista.

As informações fazem parte da PME (Pesquisa Mensal de Emprego), que é realizada em seis regiões metropolitanas (Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre).

O número de desempregados nas seis regiões metropolitanas chegou a 1,8 milhão de pessoas, um crescimento de 56% em comparação a julho de 2014, o maior aumento da série histórica do IBGE (veja mais abaixo).

É importante lembrar que só é considerado desempregado pelo IBGE quem tinha efetivamente buscado emprego nos 30 dias anteriores à realização da pesquisa do instituto.

Em julho, a população economicamente ativa —pessoas com 10 anos ou mais de idade empregadas ou procurando emprego— aumentou em 456 mil pessoas na comparação ao mesmo mês do ano passado, um crescimento de 1,9%, para 24,6 milhões de pessoas.

Esse novo contingente é formado sobretudo por jovens que optaram por se dedicar aos estudos no passado, apoiados no aumento da renda dos chefes de família. Eles chegam agora ao mercado para complementar a renda da família.

Isso porque, com o avanço da inflação e a crise econômica, o rendimento real (que já desconta a inflação) dos trabalhadores teve queda de 2,4% em julho (R$ 2.170,70) na comparação ao mesmo mês do ano passado (R$ 2.223,87).

Ao mesmo tempo, postos de trabalho estão sendo fechados. Em julho, a população ocupada encolheu em 206 mil pessoas nas regiões metropolitanas frente ao mesmo mês do ano passado. O corte representa redução de 0,9%, para 22,7 milhões de pessoas.

Com isso, o número de desempregados teve um aumento de 56% em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado, o maior da série histórica. Trata-se de um incremento de 662 mil pessoas, para 1,84 milhão.

Na comparação a junho deste ano, o aumento foi de 9,4% no número de desempregados, um incremento de 158 mil pessoas.

"É uma procura crescente de trabalho que está sendo influenciada por pessoas que estão perdendo o trabalho e também influenciada por pessoas que antes estavam na chamada população inativa e passam a ser desocupados", disse Adriana Beringuy, técnica do IBGE.

SETORES

Dos sete setores acompanhados pelo IBGE, a indústria e o grupo serviços prestados a empresas tiveram os cortes mais expressivos de vagas na passagem de junho para julho.

A indústria brasileira cortou 85 mil postos de trabalho no mês passado, para 3,37 milhões de pessoas ocupadas, uma queda de 2,5% na comparação a junho.

Quando comparado o atual número de trabalhadores da indústria ao contingente do mesmo período do ano passado, a queda é ainda maior. São 139 mil pessoas ocupadas a menos, queda de 4%.

Já os serviços prestados a empresas tiveram perdas de 37 mil vagas no mês passado, em comparação a junho, para 3,7 milhões de pessoas ocupadas. É uma perda de 1% dos postos de trabalho.

O setor de construção civil, um dos que mais demitiram nos últimos meses, fechou 0,6% das vagas, considerado estabilidade pelo IBGE. Na comparação a julho do ano passado, porém, foram 90 mil cortes, queda de 5,2%.

O comércio cortou 4.000 vagas na passagem de junho para julho, queda de 0,1%. Frente ao mesmo mês do ano passado foram 23 mil demissões, um recuo de 0,5%. Ambos os números são considerados estabilidade pelos critério do IBGE.

Com os cortes em setores mais formalizados, como a indústria, número de trabalhadores com carteira assinada teve queda de 1,5% na passagem de junho para julho deste ano, para 11,3 milhões de pessoas. Isso significa que 168 mil pessoas perdem o emprego formal.

Para enfrentar a onda de demissões, o governo anunciou o Programa de Proteção ao Emprego, que autoriza empresas a reduzir a jornada e o salário em até 30%. Pelo programa, o governo paga a metade da renda que o trabalhador deixaria de receber.

Além disso, a Caixa Econômica Federal (CEF) e o Banco do Brasil anunciaram, nos últimos dias, medidas de apoio ao setor automotivo, um dos que mais cortaram empregos na indústria neste ano.

A Caixa vai liberar cerca de R$ 5 bilhões ao setor. O BB deve antecipar R$ 3,1 bilhões para fornecedores estratégicos do setor. 

Fonte: Folha Online - 20/08/2015

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