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21/08/2015

Conta de luz poderá pesar ainda mais no bolso do consumidor

por NATHÁLIA DE ALCANTARA

Para se livrar de ações das empresas de energia, Governo quer que o consumuidor banque prejuízos

Se não bastassem os últimos reajustes na conta de luz, um prejuízo que hoje é assumido pelas usinas hidrelétricas também será repassado para o bolso dos consumidores. Agora, chegará até você parte do risco que as usinas enfrentam quando seus reservatórios de água ficam baixos, seja por falta de chuva ou por uso exagerado de água. 

Isso porque uma medida provisória publicada ontem define que isso ficará por conta das empresas só quando houver um déficit na geração de energia de até 12%. Se passar desse patamar, o custo será pago pelo consumidor.

Vale lembrar que tudo isso aconteceu porque o Governo mudou de discurso. Primeiro, afirmou que as geradoras tinham total responsabilidade por garantir a energia que prometiam. Depois, com empresas indo pra Justiça e conseguindo decisões favoráveis (dizendo que elas não têm que arcar sozinhas com todo o prejuízo), o Governo decidiu negociar.

Daí é que vem a proposta para ajudá-las, desde que desistam das ações judiciais. Se as geradoras aceitarem, os prejuízos deste ano serão compensados com extensão dos contratos de concessão.

Segundo Adriano Pires, que atua na área de energia há mais de 30 anos e é sócio-fundador e diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, doutor em Economia Industrial pela Universidade Paris XIII e mestre em Planejamento Energético e Economista, a situação deve melhorar até o ano que vem.

“Os aumentos devem ser menores do que os deste ano. Muita conta já foi paga pelo consumidor. As coisas estarão melhores apesar da crise continuar em 2016”.

O detalhe, segundo o engenheiro especialista em Energia Antonio Alves, é que o problema da energia no Brasil será resolvido com a queda de consumo e não com o aumento da oferta.

“Isso é algo sério e que devemos resolver. Sobre o aumento, é preciso esperar um pouco mais. Pode ser que a proposta nem vá pra frente. As empresas podem recusar”.

Fonte: atribuna.com.br - 20/08/2015

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